quinta-feira, 31 de março de 2011
Os autores deste trimestre.
domingo, 27 de março de 2011
Planejamento Semanal - 9º anos
- Revisar o que foi lido através de uma atividade avaliada.
- Desenvolver a atividade corretamente.
- Continuar a leitura do livro.
- Os alunos irão sentar em duplas.
- Eles deverão desenvolver uma atividade na qual eles deverão formular cinco perguntas com respostas e entregar para a professora.
- Essa atividade será avaliada e poderá ter consulta no livro.
- Na segunda aula, voltaremos a leitura do livro.
Planejamento Semanal - 8º anos
- Revisar o que foi lido através de uma atividade avaliada.
- Desenvolver a atividade corretamente.
- Continuar a leitura do livro.
- Os alunos irão sentar em duplas.
- Eles deverão desenvolver uma atividade na qual eles formularão cinco perguntas com respostas e entregarão para a professora.
- Essa atividade será avaliada e poderá ter consulta no livro.
- Na segunda aula, voltaremos a leitura dos capítulos Planos e conspirações e Na "Murphy's Alley".
Planejamento Semanal - 7º anos
- Revisar o que foi lido através de uma atividade avaliada.
- Desenvolver a atividade corretamente.
- Fazer a leitura do livro.
- Os alunos irão sentar em duplas.
- Consultando no livro, os alunos desenvolverão uma atividade de identificar o capítulo em que a cena descrita acontece.
- Será uma folha por grupo.
- Essa atividade será avaliada.
- Na segunda aula, continuaremos a leitura do livro nos capítulos Pollyanna faz uma visita e O "Homem" com uma estratégia que será escolhida pela professora.
Avaliação: Através da atividade em duplas e do comportamento durante a leitura.
Planejamento Semanal - 6º anos
- Fazer a revisão do que foi lido através de uma atividade avaliada.
- Desenvolver a atividade corretamente.
- Continuar a leitura do livro.
- Os alunos irão sentar em duplas.
- Cada dupla irá receber uma folha com alguns acontecimentos da história lida.
- Os alunos deverão organizá-las por ordem de aparecimento na história. Ex: 1 para aquilo que acontece primeiro, 2 para o que vem em seguida e assim até terminar as frases.
- Essa atividade poderá ser consultada no livro e valerá nota.
- Na segunda aula, iremos continuar a leitura do livro Raptado usando a estratégia que será estipulada pela professora.
domingo, 20 de março de 2011
Planejamento Semanal - 9º anos
- Fazer a leitura do livro Triste fim de Policarpo Quaresma.
- Conversar sobre o que foi lido.
- Desenvolver um resumo coletivo.
- Sentar em círculo. Cada aluno lerá um capítulo do livro. Depois de cada capítulo, a professora comentará e tirará as dúvidas que os alunos tiverem.
- Matutino: Ler os quatro primeiros capítulos.
- Vespertino: Fazer a atividade avaliada sobre o autor e ler os dois primeiros capítulos.
- Fazer um resumo coletivo do que for lido, passando no quadro e os alunos copiando no caderno.
Planejamento Semanal - 8º anos
- Fazer a leitura dos capítulos iniciais de Pollyanna Moça.
- Conversar sobre o que foi lido.
- Desenvolver um resumo coletivo.
- Sentar em círculo. Cada alunos lerá um parágrafo do livro. Depois de um tanto lido, a professora abrirá para comentário e tirará dúvidas sobre o que foi lido.
- Serão lidos os capítulos Della diz o que pensa, Amigos de longa data, Uma dose de Pollyanna, O jogo e Mrs, Carew.
- Fazer no quadro um resumo dos capítulos lidos em conjunto com os alunos. Eles copiam no caderno.
Planejamento Semanal - 7º anos
- Fazer a leitura dos capítulos iniciais do livro Pollyanna.
- Conversar sobre o livro.
- Desenvolver um resumo coletivo sobre a parte lida.
- Sentar em círculo. Cada aluno lerá um parágrafo do livro.
- Ao final de um determinado tempo, a professora comentará a história com os alunos para saber se eles entenderam o que foi lido.
- Serão lidos os seguintes capítulos: Miss Polly, O velho Tom e Nancy, A chegada de Pollyanna e O quartinho.
- Depois de lidos esses capítulos, Escrever no quadro um resumo no qual os alunos irão dizendo o que aconteceu na história.
- Os alunos copiarão no caderno esse resumo.
Avaliação: Através da discussão e do comportamento durante a leitura.
Planejamento Semanal - 6º anos
- Fazer a leitura dos primeiros capítulos do livro Raptado.
- Entender o que está sendo lido.
- Conversar sobre o tema da parte lida em sala.
- Sentar com a turma em um círculo.
- Cada um lê uma linha de quadrinhos. Ao final de cada página a professora fará uma interpretação do que foi lido, comentando com os alunos.
- Fazer a leitura desde a introdução e os capítulos A casa de Shaws e Raptado.
- Na segunda aula fazer a leitura de Morte a bordo e Alan Breck.
- Construir junto com os alunos um resumo dos capítulos que foram lidos. Passar no quadro o que os alunos forem falando para que copiem.
- Fazer as amarrações das ideias sempre que possível, destacando os conectores, como conjunções.
Coisas que eu ainda quero aprender
- Como ganhar na mega sena.
- Como ganhar dinheiro fácil.
- Inventar objetos.
- Fazer cirurgias.
- Trabalhar no IDEAL.
- Parar de comprar.
- Gostar de estudar.
- Fração de todos os números.
- Fazer escultura em balões.
- Fazer bolo de morango.
- Não bater nas pessoas.
- Não mexer nas coisas dos outros.
- Falar mais baixo.
- A raiz quadrada.
- A me auto maquiar.
- Aprender Parkourt.
- Ser rico e saber gastar o meu dinheiro.
- Ser mais esperto que eu sou.
- Ter uma esposa bonita e quatro filhos obedientes.
- Todas as regras de Português.
- Fazer um filme.
- Aprender como o mundo inteiro foi criado.
- Dar uma volta no mundo.
- Ser um leitor muito melhor.
- Olhar cobras como um biólogo.
- Ser mais responsável.
- Não fazer brincadeira sem graça c0m as pessoas.
- Não gritar com as pessoas.
- Não fofocar.
- Não ligar para o que as pessoas pensam de você.
- Não colar nas provas.
- Segurar um bebê.
- Instalar uma webcan.
- Ser um bom autor.
- A palestrar.
- Ser humilde.
- Não ser arrogante.
- Ter meus amigos e família sempre ao meu lado.
- Falar e escutar aos outros.
- Ser mais independente.
- Ser mais calma.
- Ser mais amiga da minha mãe.
- Ter personalidade.
- Não ser preconceituosa.
- Não falar mal dos outros sem conhecer direito.
- Acordar cedo de bom humor.
- Não ser indecisa.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Atividade Avaliada sobre o(a) autor(a)
- Qual o nome completo dele(a)?
- Data de nascimento:
- Qual a nacionalidade do(a) autor(a)?
- Conte com suas palavras algo de interessante que aconteceu durante a infância dele(a)?
- Qual foi seu primeiro livro?
- Qual é seu maior sucesso?
- Qual livro dele(a) você lerá durante este trimestre?
- O que você achou mais interessante sobre a vida dele(a)?
- O que você achou de conhecer a vida dele(a)?
quarta-feira, 16 de março de 2011
Música: Pensamento
Pensamento (Cidade Negra)
Composição: Ras Bernardo / Lazão / Da Gama / Bino
Você precisa saber o que passa aqui dentro
Eu vou falar pra você
Você vai entender
a força de um pensamento
Pra nunca mais esquecer
Pensamento é um momento
Que nos leva a emoção
Pensamento positivo
que faz bem ao coração
O mal não,
O mal não
Sempre que para você chegar
Terá que atravessar
a fronteira do pensar
A fronteira do pensar
E o pensamento é o fundamento
Eu ganho o mundo sem sair do lugar
Eu fui para o Japão
Com a força do pensar
Passei pelas ruínas
e parei no Canadá
Subi o Himalaia
pra no alto cantar
Com a imaginação que faz
você viajar, todo mundo
Estou sem lenço e o documento
Meu passaporte é visto em todo lugar
Acorda meu Brasil com o lado bom de pensar
Detone o pesadelo pois o bom
ainda virá
Você precisa saber
o que passa aqui dentro
Eu vou falar pra você
Você vai entender
a força de um pensamento
Pra nunca mais esquecer
Custe o tempo que custar
que esse dia virá
Nunca pense em desistir, não
Te aconselho a prosseguir
O tempo voa rapaz.
pegue seu sonho rapaz
A melhor hora e o momento
é você quem faz
Recitem
poesias e palavras de um rei
Faça por onde que eu te ajudarei
Recitem poesias e palavras de um rei
Faça por onde que eu te ajudarei
Recitem poesias e palavras de um rei
Faça por onde que eu te ajudarei
Fonte: www.letras.terra.com.br
Os alunos fizeram um desenho sobre a música e alguns me entregaram para eu colocar aqui no blog. Vou fazer isso aos poucos pois os desenhos estão maravilhosos e muito criativos. Não esperava nada de diferente desses alunos espertos.
Beijos
Frases para discussão
segunda-feira, 14 de março de 2011
Tarefas para semana que vem
- Pesquisa sobre Lima Barreto.
- Desenho sobre a frase em grupos (para quem não terminou na sala).
- Livro Triste Fim de Policarpo Quaresma.
Outro texto da semana
Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender
1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
Texto da semana.
Chegou o verão!
Verão também é sinônimo de pouca roupa e muito chifre, pouca cintura
e muita gordura, pouco trabalho e muita micose.
Verão é picolé de Kisuco no palito reciclado, é milho cozido na água
da torneira, é coco verde aberto pra comer a gosminha branca.
Verão é prisão de ventre de uma semana e pé inchado que não entra no
tênis.
Mas o principal ponto do verão é.... A praia!
Ah, como é bela a praia.
Os cachorros fazem cocô e as crianças pegam pra fazer coleção.
Os casais jogam frescobol e acertam a bolinha na cabeça das véias.
Os jovens de jet ski atropelam os surfistas, que por sua vez, miram a
prancha pra abrir a cabeça dos banhistas.
O melhor programa pra quem vai à praia é chegar bem cedo, antes do
sorveteiro, quando o sol ainda está fraco e as famílias estão
chegando.
Muito bonito ver aquelas pessoas carregando vinte cadeiras, três
geladeiras de isopor, cinco guarda-sóis, raquete, frango, farofa,
toalha, bola, balde, chapéu e prancha, acreditando que estão de
férias.
Em menos de cinqüenta minutos, todos já estão instalados, besuntados
e prontos pra enterrar a avó na areia.
E as crianças? Ah, que gracinhas! Os bebês chorando de desidratação,
as crianças pequenas se socando por uma conchinha do mar, os
adolescentes ouvindo walkman enquanto dormem.
As mulheres também têm muita diversão na praia, como buscar o filho
afogado e caminhar vinte quilômetros pra encontrar o outro pé do
chinelo.
Já os homens ficam com as tarefas mais chatas, como furar a areia pra
fincar o cabo do guarda-sol.
É mais fácil achar petróleo do que conseguir fazer o guarda-sol ficar
em pé.
Mas tudo isso não conta, diante da alegria, da felicidade, da
maravilha que é entrar no mar!
Aquela água tão cristalina, que dá pra ver os cardumes de latinha de
cerveja no fundo.
Aquela sensação de boiar na salmoura como um pepino em conserva.
Depois de um belo banho de mar, com o rego cheio de sal e a periquita
cheia de areia, vem àquela vontade de fritar na chapa.
A gente abre a esteira velha, com o cheiro de velório de bode, bota o
chapéu, os óculos escuros e puxa um ronco bacaninha.
Isso é paz, isso é amor, isso é o absurdo do calor!!!!!
Mas, claro, tudo tem seu lado bom.
E à noite o sol vai embora.
Todo mundo volta pra casa tostado e vermelho como mortadela, toma
banho e deixa o sabonete cheio de areia pro próximo.
O shampoo acaba e a gente acaba lavando a cabeça com qualquer coisa,
desde creme de barbear até desinfetante de privada.
As toalhas, com aquele cheirinho de mofo que só a casa da praia
oferece.
Aí, uma bela macarronada pra entupir o bucho e uma dormidinha na rede
pra adquirir um bom torcicolo e ralar as costas queimadas.
O dia termina com uma boa rodada de tranca e uma briga em família.
Todo mundo vai dormir bêbado e emburrado, babando na fronha e
torcendo, pra que na manhã seguinte, faça aquele sol e todo mundo
possa se encontrar no mesmo inferno tropical...
Fonte de pesquisa: site: pensador.uol.com.br
domingo, 13 de março de 2011
Planejamento Semanal - 9º anos
- Conversar sobre as frases.
- Desenvolver uma atividade avaliada em sala.
- Grupos de 3 ou 4 alunos.
- Cada grupo sorteará uma frase sobre pensamento e irão discutir sobre ela e fazer um desenho que descreva-a.
- Depois de um tempo, apresentar para a turma o desenho de cada grupo.
- Recolher para avaliar e expor na escola.
- Na segunda aula os alunos irão preencher uma folha de atividade avaliada usando as informações que os alunos pesquisaram sobre o autor Lima Barreto.
- Recolher a folha para avaliação.
Planejamento Semanal - 8º anos
- Conversar sobre a música.
- Desenvolver uma atividade avaliada em sala.
- Ler e conversar sobre a letra da música do Cidade Negra sobre pensamento.
- Desenhar um balão de pensamento igual ao de gibi e pedir que escrevam uma frase sobre pensamento que toda a turma formulará juntos.
- Depois irão desenhá-los pensando.
- Na segunda aula os alunos irão preencher uma folha de atividade avaliada usando as informações que os alunos pesquisaram sobre o autor Eleanor H. Porter.
- Recolher a folha para avaliação.
Planejamento Semanal - 7º anos
- Conversar sobre a música.
- Desenvolver uma atividade avaliada em sala.
- Ler e conversar sobre a letra da música do Cidade Negra sobre pensamento.
- Desenhar um balão de pensamento igual ao de gibi e pedir que escrevam uma frase sobre pensamento que toda a turma formulará juntos.
- Depois irão desenhá-los pensando.
- Na segunda aula os alunos irão preencher uma folha de atividade avaliada usando as informações que os alunos pesquisaram sobre o autor Eleanor H. Porter.
- Recolher a folha para avaliação.
Planejamento Semanal - 6º anos
- Conversar sobre a música.
- Desenvolver uma atividade avaliada em sala.
- Ler e conversar sobre a letra da música do Cidade Negra sobre pensamento.
- Desenhar um balão de pensamento igual ao de gibi e pedir que escrevam uma frase sobre pensamento que toda a turma formulará juntos.
- Depois irão desenhá-los pensando.
- Na segunda aula os alunos irão preencher uma folha de atividade avaliada usando as informações que os alunos pesquisaram sobre o autor Robert Louis Stevenson.
- Recolher a folha para avaliação.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Trabalhos de Literatura
- Individual.
- Manuscrito (feito à mão) e no caderno de redação.
- No mínimo 2 fontes de pesquisa (um livro e um site, dois livros ou dois sites diferentes - cuidado com a wikipedia). As fontes de pesquisa devem estar escritas no final da pesquisa feita no caderno.
- Vale nota 10.0.
Texto da semana.
Releiam e divirtam-se:
Da dificil arte de redigir um telegrama - JÔ SOARES
Primeiro, foi o primo quem redigiu a nota. Depois de alguns minutos, mostrou o resultado de seu trabalho: “INTERROMPA VIAGEM E VOLTE CORRENDO. TUA IRMÃ MORREU”. Todos leram e um dos tios fez o seguinte comentário:
_ Eu acho que não está bom. Afinal de contas, vocês sabem que ela é cardíaca, está viajando e um telegrama assim pode ser um choque.
Todos concordaram, inclusive um outro primo afastado que era meio sovina e achou o telegrama muito longo:
_ Depois, com o preço que se paga por palavra, isso não é mais um telegrama, é um telegrana.
Ninguém riu do infante trocadilho, mesmo porque velório não é lugar para gargalhadas. Foi a vez de o cunhado tentar redigir uma forma mais amena, que não assustasse a senhora em passeio. Sentou-se e escreveu: “INTERROMPA VIAGEM E VOLTE CORRENDO. SUA IRMÃ PASSANDO MUITO MAL”. Novamente o telegrama não foi aprovado. Um irmão psicólogo observou:
_ Não sejamos infantis. Se ela está viajando pela Europa e recebe esta notícia, não vai acreditar na história “passando muito mal”. Sobretudo com “volte correndo” no meio.
_ Também concordo – falou o primo afastado sempre pensando no outro. Então, o genro aproximou-se:
_ Acho que tenho a forma ideal. Pegou o bloco e rabiscou rapidamente: “INTERROMPA VIAGEM E VOLTE DEVAGAR. TUA IRMÃ PASSANDO MAIS OU MENOS”. Todos examinaram atentamente o telegrama. A filha reclamou:
_ Vocês acham que mamãe é boba? Se a gente escrever que a titia está passando mais ou menos e que ela pode voltar devagar, ela já vai adivinhar que todas estas precauções são pelo fato de ela ser cardíaca e que, na realidade, a irmã dela morreu!
_ Concordo plenamente _ disse o facultativo da família que era também sobrinho da senhora em questão. Resolveu, como médico, escrever o telegrama: “PACIENTE FORA DE PERIGO. VOLTE ASSIM QUE PUDER. PACIENTE TUA IRMÔ.
De todas a fórmulas até então apresentadas, esta foi a que causou mais revolta.
_ Que “troço” mais infantil – gritou o netinho que passava pela sala no momento em que a mensagem era lida. Puseram o menino para fora da sala, mas, no íntimo, a família concordava com ele.
_ Não, isso não. Se a gente manda dizer que ela está fora de perigo, para que vamos pedir que ela interrompa a viagem? – argumentou o tio.
_ Também acho – responderam todos num coro de aprovação. O filho mais velho resolveu tentar. Pensou bem, ponderou, sentou-se, molhou a ponta dos lábios com a língua e caprichou. “SE POSSÍVEL, VOLTE. TUA IRMÃ SAUDOSA. PASSANDO QUASE MAL. POR FAVOR, ACREDITE. CUIDADO CORAÇÃO. VENHA LOGO. SAUDADES. SURPRESA”.
_ Realmente, esse bate todos os recordes! _ disse uma nora professora. Em primeiro lugar, não é “se possível”, ela tem que voltar mesmo. Em segundo lugar, “saudosa”, tem duplo sentido. Em terceiro lugar, ninguém passa “quase mal”. Ou passa bem ou passa mal. “Quase mal” e “quase bem” é a mesma coisa. “Por favor, acredite” é um insulto à família toda. Ninguém aqui é mentiroso. Depois “cuidado coração” não fica claro. Como telegrama não tem vírgula, ela pode pensar que a gente está dizendo “cuidado, coração”, já que a palavra coração também é usada como uma forma carinhosa de chamar os outros. Por exemplo: “Oi, coração, tudo bem?”. E, finalmente, a palavra “surpresa” no telegrama chega a ser requinte de crueldade. Qual é a surpresa que ela pode esperar?
_ Ela pode pensar que a titia está esperando neném _ falou um sobrinho.
_ Aos noventa anos de idade?
Abandonaram a idéia rapidamente. Seguiu-se longo período de silêncio em que a família andava de lá para cá, pensando numa solução. Pela primeira vez estavam dando-se conta de que não era fácil assim mandar um telegrama. Serviu-se o costumeiro cafezinho, enquanto cada qual do seu lado procurava uma maneira de escrever para a senhora em viagem, sem que isto tivesse conseqüência desastrosas. De repente, o irmão psicólogo explodiu num grito “eurekiano”:
_ Achei!
Escreveu febrilmente no papel. O telegrama passou de mão em mão e foi finalmente aprovado por todo mundo. Seu texto dizia:
“SIGA VIAGEM. DIVIRTA-SE. TUA IRMÃ ESTÁ ÓTIMA”.
Jô Soares - Da difícil arte de redigir um telegrama. “O GLOBO” 26.10.1973.
Combinados da disciplina
- As aulas serão desenvolvidas com leituras diversas, como também através dos livros de leitura que foram pedidos na lista de materiais escolares. Vamos fazer a leitura do livro tanto na escola quanto em casa e discuti-lo.
- A disciplina de Literatura tem como objetivos desenvolver o gosto pela leitura e fazer interpretação de textos. Provocar o questionamento e conversar sobre os diferentes assuntos contidos nos textos também faz parte da disciplina.
- Os alunos deverão estar com o livro de Literatura em todas as aulas da disciplina, sendo que a falta do mesmo implicará em advertência por falta de material essencial à disciplina. Lembrando que isso refere-se ao livro de cada trimestre, como já especificados em postagem anterior.
- A avaliação será de várias formas: Trabalhos, com um período médio de 15 dias para entrega sendo que terão duas datas para isso com nota integral na primeira e menos na segunda. Tarefas, sendo para a aula seguinte e a professora poderá avaliar sem falar antes. Avaliação Trimestral sobre o livro e o que foi estudado durante o trimestre que seja relevante para o entendimento do livro. Paticipação, como não chegar atrasado, entregar trabalhos e tarefas no prazo estipulado, respeitar os momentos de leitura em sala, desenvolver as atividades de acordo com o que for pedido, dar opiniões, caso sinta-se confortável, colaborar com o bom andamento das aulas para não prejudicar aos colegas e a si mesmo.
terça-feira, 1 de março de 2011
Para o nosso deleite
Obra Completa, de Machado de Assis, vol. II,
Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994
UM APÓLOGO
ERA UMA VEZ uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a
agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima.
A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E quando compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora agora, diga-me quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
Obrigada pela colaboração Maria Letícia (9º vesp.)



